domingo, 27 de junho de 2010

"Relâmpago extinto"

Ó chuva, por que não te acalmas
deixando a magia do luar?
Bates forte nas almas,
fica sómente o trovejar...

Bates lentamente, sem calmas,
deixando-me triste a chorar...
As minhas mãos? Apunhalam-mas!
Sem ter, a quem, com elas, tocar...

Por que és tão triste, meu destino?
Acredita, que eu desatino!
Os passos vagueando como trovões...

O vento, arrastando as folhas,
imagens com que sonhas...
despedaçando assim os corações!

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