Sou o nada
no fundo de uma gaveta,
um pouco de pó
que viaja em um cometa...
Sou a tinta fresca
de um quadro já pintado
sou um rapaz primeiramente enamorado.
Sou a íris brilhante
do teu longo olhar
sou um estudante
com medo de chumbar.
Sou esta folha
e esta caneta
sou o nada
no fundo da tua gaveta.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
quinta-feira, 15 de julho de 2010
A cada momento da vida
Desde que te conheci, te encontrei,
Outra luz acende a luz esquecida
Reage a cada memória que apaguei.
Origina uma nova ideia de amor.
-Nada mais importa, até mesmo a dor!
Tempo que voa quando estamos juntos...
E que custa tanto a passar quando encontro a solidão...
(Agora ler no poema apenas a primeira letra de cada frase)
Desde que te conheci, te encontrei,
Outra luz acende a luz esquecida
Reage a cada memória que apaguei.
Origina uma nova ideia de amor.
-Nada mais importa, até mesmo a dor!
Tempo que voa quando estamos juntos...
E que custa tanto a passar quando encontro a solidão...
(Agora ler no poema apenas a primeira letra de cada frase)
Quero estar ao teu lado nos momentos difíceis,
quando apenas tens tua alma para te abraçar.
Quero estar ao teu lado quando as palavras não chegam;
quando o horizonte é tão longe para a vista alcançar...
Quero-te dar a minha mão enquanto caminhares;
com o fim de não tropeçares nas pedras do caminho.
Quero iluminar tua vida com uma suave luz
para que não te sintas assim tão sozinho.
Quero que sintas meu coração bater apressado
quando me segredas memórias ao ouvido...
desejo que sintas o que sinto por ti,
um sentimento tão belo que não deve ser escondido!
Quero que tentes adivinhar quais as cores da água,
que decifres o melancólico canto do vento; do mar.
Que encontres uma mensagem numa garrafa,
uma mensagem que só tu possas guardar!
E com tantas perspectivas, tantos desejos,
peço apenas um último e mais importante...
Peço às estrelas cadentes que tenhas felicidade,
pois é tudo o que deseja esta tua amante!
quando apenas tens tua alma para te abraçar.
Quero estar ao teu lado quando as palavras não chegam;
quando o horizonte é tão longe para a vista alcançar...
Quero-te dar a minha mão enquanto caminhares;
com o fim de não tropeçares nas pedras do caminho.
Quero iluminar tua vida com uma suave luz
para que não te sintas assim tão sozinho.
Quero que sintas meu coração bater apressado
quando me segredas memórias ao ouvido...
desejo que sintas o que sinto por ti,
um sentimento tão belo que não deve ser escondido!
Quero que tentes adivinhar quais as cores da água,
que decifres o melancólico canto do vento; do mar.
Que encontres uma mensagem numa garrafa,
uma mensagem que só tu possas guardar!
E com tantas perspectivas, tantos desejos,
peço apenas um último e mais importante...
Peço às estrelas cadentes que tenhas felicidade,
pois é tudo o que deseja esta tua amante!
No hoje começa a liberdade... no ontem acaba a prisão... no amanhã começa a saudade do que já foi e do que já passou. Perco a vontade de uma infância entusiasmada... perco a vontade de um futuro que brilha. Simplesmente, tudo ficou por dizer... tudo ficou para fazer. Tenho vontade de tentar. Mas será que chega? Será que é isso que realmente quero? Sou forçada a isso... arrasto meus pés descalços pela areia de cinzas mal ardidas. Com os meus cabelos faço tecidos. Com meus pés, um perfume. Com minha mão, uma fita de cabelo! Cada pedaço de mim não me pertence. Cada gaivota no céu é um pouco mais de terra, um pouco mais de toda uma nação. Cada árvore, com sua suave sombra, é um pouco de oxigénio que origina a luta de toda uma população. Há quem lute por uma gota, há quem lute por uma migalha, há quem lute por centímetros de um velho cobertor... Há também quem deixe de lutar e se entrega ao destino, com a perspectiva de que este lhe dê tudo o que necessita... ou que lhe dê... o vazio! Um sonho que fugiu quando não adormeci. Uma palavra ou frase feita, quando não consigo falar. Um toque da tua pele, quando não consigo sentir. Um pouco de ar quando não respiro. O sopro de uma vida numa cidade que adormeceu, no campo que não se cultiva. A tristeza de um ribeiro sem água, uma montanha sem neve, uma árvore sem fruto, uma mulher sem ter o filho que tanto ambiciona... O sentimento de perda de algo que nunca existiu e que não pode existir. A lua que espera pelo sol e que só o encontra no eclipse que não dura e que ocorre tardiamente. E, talvez, nesse encontro que tanto esperavam, a lua tenha sido quebrada, tenha caído ou simplesmente faltou... O sol fica vermelho de cólera, as nuvens choram um amor que se perdeu. O vento suspira uma bela história de amor... E, após tanto tempo, quando os ponteiros parados recebem ordem para avançar, a lua espreita, atira um beijo, e volta a se retirar. O sol, amarelo novamente, rende-se a anos de solidão, uma espera que nunca acabou. Surge o silêncio, a melhor forma de expressão. A casca de uma noz que vagueia no alto mar. Meus pés errantes que percorrem o caminho até onde se encontramos, até onde posso sentir o teu aroma. Tua face iluminada pelas luzes de um passado onde não pertenço. onde não quero pertencer. O palpitar do teu coração que é lento, rápido, fogoso... Percorro meus dedos pelo teu passado que não me deixas tocar. Percorro meus dedos por um futuro incerto, onde nada é previsível, onde não existem preposições de ordem geral; leis que vigorem em todo o tempo e em todo o espaço. Perdes a noção de que nada está em harmonia, que não existiu, existe ou existirá uma concórdia. Que cada folha arrastada pelo Outono não sobrevive ao Inverno e é diferente da que vai surgir na Primavera. Que cada fruto de cada época do ano, cai e acaba por apodrecer se não for consumido, se não se lhe der utilidade. Tudo necessita de ser útil. Tudo necessita de ser diferente... O que pode matar pode dar a vida. Para se prevenir uma doença é necessário ser vacinado com esta. Para se morrer é preciso viver. Para se sorrir é necessário ter boca... para se amar é necessário ter sentimentos... E eu, não os tenho e não os posso ter... não os posso ter pois não os quero ter. Tudo muda... tudo flui... tudo ou nada se transforma?
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Olho as páginas do meu testamento e releio... Já à muito foi averbado o óbito... releio o que poderia ter mudado, o que poderia ter deixado, o que poderia ter lutado... releio as lágrimas, as alegrias, as emoções. releio a vida passada no ápice do momento, na aventura do segundo. Releio que nada ou ninguém pode ver o que sou, mas apenas a forma como me apresento.
domingo, 27 de junho de 2010
"Relâmpago extinto"
Ó chuva, por que não te acalmas
deixando a magia do luar?
Bates forte nas almas,
fica sómente o trovejar...
Bates lentamente, sem calmas,
deixando-me triste a chorar...
As minhas mãos? Apunhalam-mas!
Sem ter, a quem, com elas, tocar...
Por que és tão triste, meu destino?
Acredita, que eu desatino!
Os passos vagueando como trovões...
O vento, arrastando as folhas,
imagens com que sonhas...
despedaçando assim os corações!
Ó chuva, por que não te acalmas
deixando a magia do luar?
Bates forte nas almas,
fica sómente o trovejar...
Bates lentamente, sem calmas,
deixando-me triste a chorar...
As minhas mãos? Apunhalam-mas!
Sem ter, a quem, com elas, tocar...
Por que és tão triste, meu destino?
Acredita, que eu desatino!
Os passos vagueando como trovões...
O vento, arrastando as folhas,
imagens com que sonhas...
despedaçando assim os corações!
"Palavras soltas"
Tu; mais forte, mais frágil, mais maravilhoso
que a rocha, cristal, fantasia ou o obscuro...
tudo fica triste, pensativo, pobre; e procuro
a lágrima, a linguagem, a riqueza e o formoso.
Nunca se viu algo tão lindo, tão mágico, como uma açucena,
(voando ao longe, dançando, como uma ave)
claro o céu, pôr-do-sol, luz serena...
És mais que céu, pôr-do-sol, luz grave,
lágrima, linguagem, riqueza, selvagem hiena,
chuva quente, vulcão ardente; anjo suave.
Tu; mais forte, mais frágil, mais maravilhoso
que a rocha, cristal, fantasia ou o obscuro...
tudo fica triste, pensativo, pobre; e procuro
a lágrima, a linguagem, a riqueza e o formoso.
Nunca se viu algo tão lindo, tão mágico, como uma açucena,
(voando ao longe, dançando, como uma ave)
claro o céu, pôr-do-sol, luz serena...
És mais que céu, pôr-do-sol, luz grave,
lágrima, linguagem, riqueza, selvagem hiena,
chuva quente, vulcão ardente; anjo suave.
O tempo passa,
ligamos a televisão, lemos o jornal...
coisas que pertencem ao passado...
tudo o que se liga já foi desligado,
tudo o que se aprende já foi ensinado.
Se, por um instante, não saberes onde pertences;
se o teu presente fôr o instante do futuro,
se o fruto colhido é verde e já foi maduro
é porque acordaste de um longo sonho...
e deixaste o pesadelo longínqueo e medonho.
Se conseguires ver o que ninguém viu,
se vires chegar quem nunca partiu,
se conseguires alcançar o que ninguém desejou...
és apenas parte de algo que alguém sonhou.
Acredita mais em ti e menos no teu "eu",
esse "eu" que, talvez, já morreu.
Deixa o que não importa e segue o que sentes...
ainda que o teu faro seja tudo em que acreditas.
Se dizes a verdade e julgas que mentes,
se achas que as palavras são cruéis e malditas
então não fujas e enfrenta as cores do céu...
existem muitas verdades escondidas nesse teu véu.
ligamos a televisão, lemos o jornal...
coisas que pertencem ao passado...
tudo o que se liga já foi desligado,
tudo o que se aprende já foi ensinado.
Se, por um instante, não saberes onde pertences;
se o teu presente fôr o instante do futuro,
se o fruto colhido é verde e já foi maduro
é porque acordaste de um longo sonho...
e deixaste o pesadelo longínqueo e medonho.
Se conseguires ver o que ninguém viu,
se vires chegar quem nunca partiu,
se conseguires alcançar o que ninguém desejou...
és apenas parte de algo que alguém sonhou.
Acredita mais em ti e menos no teu "eu",
esse "eu" que, talvez, já morreu.
Deixa o que não importa e segue o que sentes...
ainda que o teu faro seja tudo em que acreditas.
Se dizes a verdade e julgas que mentes,
se achas que as palavras são cruéis e malditas
então não fujas e enfrenta as cores do céu...
existem muitas verdades escondidas nesse teu véu.
"Uerba volent, scripta manent" (a fala voa, a escrita permanece)
As palavras voam como aves.
Algumas duras e brancas, todas fugazes.
Desaparecem rápidamente após serem ditas.
O mesmo não acontece com as que são escritas.
Permanencem e duram como grandes troncos,
como os templos ou as ruínas de Alexandria.
Na grande biblioteca de Pérmaso, fugidia,
surgem grandes letras, nomes, volumes.
Palavras que são chamas em grandes lumes,
os lumes da nossa razão.
Ressurgem em cadernos amarelecidos,
que no princípio aparecem esquecidos
e depois chegam a mudar nosso coração.
Quantas ideias perdidas no ar
quando não escrevemos e estamos só a falar?
Lembra-te que os guerreiros corajosos
tornaram-se eternos
através de feitos gloriosos
registados em cadernos
de grandes prosadores!
"uerba uolant, scripta manent".
As palavras voam como aves.
Algumas duras e brancas, todas fugazes.
Desaparecem rápidamente após serem ditas.
O mesmo não acontece com as que são escritas.
Permanencem e duram como grandes troncos,
como os templos ou as ruínas de Alexandria.
Na grande biblioteca de Pérmaso, fugidia,
surgem grandes letras, nomes, volumes.
Palavras que são chamas em grandes lumes,
os lumes da nossa razão.
Ressurgem em cadernos amarelecidos,
que no princípio aparecem esquecidos
e depois chegam a mudar nosso coração.
Quantas ideias perdidas no ar
quando não escrevemos e estamos só a falar?
Lembra-te que os guerreiros corajosos
tornaram-se eternos
através de feitos gloriosos
registados em cadernos
de grandes prosadores!
"uerba uolant, scripta manent".

"Rosa com espinhos"
Contemplei uma rosa perfumada...
Ao querê-la, um dia, só para mim,
por não querer colocar ao seu cheiro um fim,
nos seus picos eu fui picada...
Apesar de estar ferida e machucada,
com uma dor intensa que se arrasta,
eu espalhei-a ao vento que se afasta.
Sem pensar em ti, sem pensar em nada!
Mais tarde eu consegui compreender
que tu eras aquela rosa encarnada.
Por tentar, só para mim, te ter,
por ti eu fui rejeitada.
"Sonho realista"
Um sonho de meu agrado
veio suavemente, tendo encontrado
meus olhos fechados e o engenho
de ver nos sonhos o meu amado.
Sem criticar minha imaginação,
desceu suavemente ao meu coração
tentando com muito empenho
não alterar minha reflexão.
E é assim naquela aventura,
que demenstra a minha loucura,
que as esperanças deixei de ter.
Porque nesta realidade dura,
a esta doença sem cura
só lhe resta, no ar, se desvanecer.
Um sonho de meu agrado
veio suavemente, tendo encontrado
meus olhos fechados e o engenho
de ver nos sonhos o meu amado.
Sem criticar minha imaginação,
desceu suavemente ao meu coração
tentando com muito empenho
não alterar minha reflexão.
E é assim naquela aventura,
que demenstra a minha loucura,
que as esperanças deixei de ter.
Porque nesta realidade dura,
a esta doença sem cura
só lhe resta, no ar, se desvanecer.
Memórias de um átomo
Sou um átomo, no ar arrastado,
voando sem rumo, neste tornado...
deixando as estrelas, o sol, tudo o que tenho
nesta ponta de fio emaranhado.
Rodopio nos papéis, já gastos, duma canção,
palpito nas veias ardentes, no coração...
Sou a luz, o livro, que entretenho,
sou da escola, o quadro, a lição...
Sou a nascente, a água, a rocha dura;
Sou, dos guerreiros,a valentia e a bravura.
A caneta, daqueles que sonham, ao escrever...
Sou a lágrima escorrendo na pintura,
sou o ser, antepassados, a gravura...
nesta ânsia amargurada de te ter.
Sou um átomo, no ar arrastado,
voando sem rumo, neste tornado...
deixando as estrelas, o sol, tudo o que tenho
nesta ponta de fio emaranhado.
Rodopio nos papéis, já gastos, duma canção,
palpito nas veias ardentes, no coração...
Sou a luz, o livro, que entretenho,
sou da escola, o quadro, a lição...
Sou a nascente, a água, a rocha dura;
Sou, dos guerreiros,a valentia e a bravura.
A caneta, daqueles que sonham, ao escrever...
Sou a lágrima escorrendo na pintura,
sou o ser, antepassados, a gravura...
nesta ânsia amargurada de te ter.

¨O Caminho¨
Este meu coração ferido
onde as lembranças estão gravadas,
não se dá por vencido
pelo tempo, pelas horas já passadas.
Podendo chegar a um acordo,
os meus sentimentos, minha experiência,
reunem-se neste caderno em desacordo
com a tristeza da minha existência.
Neste caminho da vida, tão estreito,
uma coisa especial eu confesso:
uma dor invade o meu peito.
Não posso esquecer o progresso
que tomei em um caminho direito,
sigo em frente, sem regresso.
¨A busca¨
Por entre as palavras conjugadas
em um papel branco e novo,
demonstro esperanças renovadas
e uma imaginação fértil na qual me movo.
Eu tento fazer o impossível
para poder deixar esta solidão,
que avassala a minha mente sensível
deixando-me a mágoa sem outra opção.
Mas eu detecto uma ausência
de algo que me possa libertar
das más memórias desta experiência.
Que eu possa lá ao longe encontrar
outras culturas, outra ciência,
que me façam a paz e a liberdade alcançar.
Por entre as palavras conjugadas
em um papel branco e novo,
demonstro esperanças renovadas
e uma imaginação fértil na qual me movo.
Eu tento fazer o impossível
para poder deixar esta solidão,
que avassala a minha mente sensível
deixando-me a mágoa sem outra opção.
Mas eu detecto uma ausência
de algo que me possa libertar
das más memórias desta experiência.
Que eu possa lá ao longe encontrar
outras culturas, outra ciência,
que me façam a paz e a liberdade alcançar.

Esta é a fotografia de um lago.
Um lago com àrvores à volta, com peixes a nadar.
As cores do céu reflectem-se na água;
o sol brilha com esplendor.
Esta é a fotografia de um lago
tirada numa tarde de Inverno,
onde a água, gelada,
serve para patinar e sentirmo-nos
mais felizes, mais livres, mais nós mesmos.
As árvores já não têm folhas,
os peixes já não nadam mais...
Esta é a fotografia de um lago,
um lago em pleno Verão.
As pessoas banham-se nas suas águas;
as crianças riem com facilidade.
As árvores são frescas, dão sombra.
Os peixes saltam com energia.
Esta é a fotografia de um lago...
e, se reparares com atenção,
se procurares não achar nada ou ninguém
em específico;
ver-me-ás na fotografia;
bem lá dentro...
prestes a me afogar.

Chove lá fora, fazendo-se sentir na vidraça toda a força de um aguaceiro matinal que faz ocultar o sol, qual jogo de escondidas. E, por segundos, relembro todas as lágrimas que brotei na minha vida, ou as que gostaria de ter chorado.
Elas estão caindo lá fora, com o peso do granizo, molhando tudo e todos, devastando por onde passam. Têm a força de um tornado, como a força da coragem que me fazia levantar todas as manhãs e encarar um novo dia. Ouvem-se os relâmpagos agora, que bramem nos céus como os gritos que eu abafava na minha alma, fazendo força para não explodir... Sabes, esta chuva não é real. Procuro-a novamente onde quer que esteja, mas ela apenas durou uns minutos... Ela passou e no entanto, após ter terminado já ninguém se lembra da sua presença. Foi há muito tempo, faz hoje dezasseis anos e alguns meses.
Porém parece que essa melodia, esse coro angelical que resplandecia sua voz enquanto as folhas e flores se humedeciam, ficou longo tempo tocando na minha mente, como uma doce e revoltada música de Lizt. Ainda sinto o seu esplendor, seu odor de terra lavrada, a nada comparável... Sim, quero observar esse momento em que todo o mundo parou a olhar para algo frio, algo gelado, que vinha do céu, e que fazia as suas faces terem uma expressão de terror. Então uma pomba voou, erguendo no céu uma dança eterna, mostrando umas folhas de árvore. Sorri, então, meigamente, e olhei em volta vendo as poças de água, e dentro delas o árco-íris.
Paro para pensar. O que me restou? Estou só, sento-me nestes pedaços velhos de madeira e relembro. Não existe mais ninguém: apenas eu e a minha melancolia. A um canto, vejo pela janela do tecto o céu azul, límpido. Ouço ainda a chuva caindo lentamente, infinitamente... Está escuro agora, acendo uma lanterna. Pensam que perdi o juízo, talvez tenham razão. Escapou um gato preto que se senta agora ao meu colo, pensando, afago-lhe o pêlo. Restam-me alguns meses de exílio.
O meu nome?... Noé!
Olá a todos!
Decidi criar este blog para escrever os meus poemas, os meus pensamentos, os meus desabafos... Afinal vivemos num tempo em que se devemos preocupar com a Natureza e a reciclagem e nada melhor do que um blog para poupar um pouco de papel... ;)
Estes poemas foram escritos alguns recentemente, mas muitos já há alguns anos atrás.
Este blog é para todos aqueles que necessitam de nascer de novo, a fim de descobrir o verdadeiro sentido da vida.
Espero que gostem.
Decidi criar este blog para escrever os meus poemas, os meus pensamentos, os meus desabafos... Afinal vivemos num tempo em que se devemos preocupar com a Natureza e a reciclagem e nada melhor do que um blog para poupar um pouco de papel... ;)
Estes poemas foram escritos alguns recentemente, mas muitos já há alguns anos atrás.
Este blog é para todos aqueles que necessitam de nascer de novo, a fim de descobrir o verdadeiro sentido da vida.
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